sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

HISTÓRIAS DA POLÍTICA - PARTE I


 

FILA DOS ELEITORES DO 12

QUEM IMAGINAVA QUE ISSO ACONTECERIA TÃO CEDO?


 

Depois de uma árdua campanha eleitoral, com pouco dinheiro enfrentando a incrível derrama de dinheiro público do adversário, onde tivemos a felicidade de vencer de forma brilhante um cidadão que se achava o dono de Uruará, convidamos o então prefeito eleito para uma reunião onde discutiríamos o espaço que cada partido político teria no governo. O local escolhido foi a residência do ex-vereador Leandro Goiano. Participaram, além do dono da casa, o vereador eleito e presidente do Partido dos Trabalhadores Paulo Medeiros, o presidente do PDT João Ivanê do Amaral , o presidente do Democratas Luiz Longhi e Júlio Magno. O prefeito chegou nervoso, vindo de outra reunião com um grupo de madeireiros, e logo afirmou: “Não serei fantoche na mão de ninguém”. Não entendemos nada, ficamos preocupados e surpresos com tal atitude, mas afirmamos de forma uníssona que o interesse de todos seria ajudar o município, sem nenhum intuito de mandar ou comandar suas atitudes, que nenhum dos presentes seria candidato a deputado em 2014 e estaríamos juntos em 2016 na sua reeleição. Queríamos apenas usar a nossa experiência para auxiliar na sua administração, já que tínhamos ajudado de sobremaneira na sua eleição. E como!!! Depois das nossas explanações ele ficou mais calmo e desarmou o espírito. Ele queria governar apenas com pessoas e nós com pessoas e partidos. Sugerimos que se montasse um ‘núcleo de governo’ que pudesse filtrar os problemas e levar para ele as soluções. Ele concordou, mas tenho certeza que imaginou que seria um fantoche. Ledo engano. Na reunião foi combinado, não acordado, que o PT comandaria a SEMED e Secretaria de Planejamento que seria criada; o Democratas ficaria com a Administração e Finanças, Agricultura e Esportes; o PDT com SEVO, Meio Ambiente e Assistência Social; o PSDB (Leandro) com o gabinete e o PPS (Dr. João) com a Saúde. Nessa mesma noite o prefeito foi alertado da necessidade de interagir melhor com todos os vereadores eleitos visando à eleição da mesa diretora. Alertamos que o ex-prefeito Eraldo Pimenta (PMDB) não iria descansar enquanto não convencesse seus vereadores a ficarem unidos e, assim, pressionarem e desestabilizarem a nova administração. Ele chegou a sugerir Paulo Medeiros como nosso candidato a presidência. Fui, então, encarregado de conversar com os vereadores para formar a nossa base. Conversei e passei o resultado para ele. Ao final da reunião, preocupado com a mudança repentina de postura, chamei Paulo Medeiros e disse que a ‘mosca azul’ do poder, dinheiro e da bajulação já tinha mordido o prefeito. Disse que não faríamos a mesa da Câmara e que ele não cumpriria o combinado. Seria um fantoche, agora sim, nas mãos dos vereadores que sugariam seu sangue até ele amarelar e saqueariam o município. Disse que pela sua inexperiência politica e deslumbramento inicial seria extremamente influenciado por seus amigos madeireiros, esposa e até pelos adversários que iriam fazer de tudo para que nós quatro (Paulo, Júlio, Leandro e Dr. João) não participassem do governo. Paulo Medeiros gaguejou um pouco, pitou um cigarro e concordou dizendo: "A questã, ã. Fazer o que? Vamos aguardar. Depois dessa reunião o prefeito desapareceu e passou mais de um mês sem falar com os vereadores e seus aliados. Imaginei: quando reaparecer vai estar com a cabeça virada e contaminado com as delícias do poder e da bajulação. Não deu outra. Era outro cara. Depois eu conto sobre a eleição da mesa diretora, a escolha dos secretários e o distanciamento do povo, dos amigos, dos aliados, etc...

3 comentários:

  1. Seu Júlio. Eu sou o terceiro otário dessa fila. Me ajude, por favor!!

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  2. Júlio, muito bom seu texto, mas vc pecou apenas no início quando afirma: "Depois de uma árdua campanha eleitoral, com pouco dinheiro enfrentando a incrível derrama de dinheiro público do adversário, onde tivemos a felicidade de vencer de forma brilhante um cidadão que se achava o dono de Uruará"...
    Não houve essa derrama de dinheiro na eleição do seu adversário, que enfrentou problemas financeiros até maiores que os de sua coligação/chapa, já que o candidato que tem o apoio da situação fatalmente tem uma campanha mais inflacionada, tenha convicção, que se isto tivesse ocorrido certamente o resultado da eleição seria outro!
    Mas parabéns pelo restante do texto, pela coragem de expor os fatos como realmente aconteceram para sociedade de Uruará!

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